segunda-feira, 11 de Maio de 2009

What is your inner animal?







quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Fim

Quando eu morrer
batam em latas,
Rompam aos saltos
e aos pinotes,
Façam estalar no ar
chicotes,
Chamem palhaços
e acrobatas!

Que o meu caixão vá
sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se
recusa,
Eu quero por força ir
de burro.

Mário de Sá Carneiro

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

A Dor que dilacera a Alma (cont)

John, ao beija-la nessa mesma noite, sentiu uma certa indiferença da parte dela. Mas logo atribuiu ao cansaço e ao calor do dia e não pensou mais nisso. Só que, à medida que o Verão dava lugar ao Outono, ela se afastava cada vez mais dele. Sendo ela gentil e doce com os pais, estes ficaram preocupados ao verem Lilith a ficar mais magra, mais irritada e aborrecida. Por várias vezes ela discutiu com a mãe sobre coisas sem importância e, uma vez, chegou a ser mal educada com o seu próprio pai. Lilith justificava-se que era o stress de trabalhar e estudar ao mesmo tempo mas a imagem da mulher mistério não saía do seu pensamento e assombrava os seus sonhos. E assim chegou o Inverno. Já nessa altura Lilith tinha reconhecido o seu mal: aquela mulher conseguiu entrar no seu coração e dominar os seus sentimentos. Mas a intuição lhe dizia para ter cuidado. E desde daquele dia nunca mais voltou a ver a mulher de branco. Até um dia chuvoso e frio. Um papagaio estava a fazer um barulho tremendo quando, de súbito, ficou tenso e mudo. Lilith ficou admirada e sente-se a ser observada. Vira-se e lá estava ela, desta vez toda de preto, sinistra, sombria. Com um sorriso doce nos lábios vermelhos, o cabelo negro solto e os olhos enigmáticos. Lilith ficou paralisada, tensa, quente. A outra mulher não dizia nada, percorria a loja silenciosamente, sempre com o olhar posto em Lilith. Esta sentia-se a ser analisada, como se tivesse numa consulta medica. De repente, a outra mulher sai da loja, sem dizer nada. Lilith suspira de alivio mas sente um aperto no coração, a necessidade esmagadora de correr atrás dela e de se lançar nos seu braços.

Continua.....

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

A Dor que dilacera a Alma

Uma necessidade avassaladora percorre o seu corpo, calafrios descem pela sua coluna vertebral. Ela vira-se para trás mas não vê nada. "Bem, já estou a alucinar, tarda nada estou no hospício", pensa. Mas, no fundo, sabe que não é verdade, que aquele sentimento já a persegue há muito tempo. Desde daquele dia. Aquele maldito dia de Verão, as cigarras a cantar, o sol abrasador, o ar abafado. E aquela criatura divinal... não, infernal entra na loja de animais, vestido branco, justo ao corpo, óculos de sol, sapatos de salto alto igualmente brancos e um sorriso doce. Lilith olhava-a, curiosa, quem poderia querer alguma coisa dali numa altura destas? A outra mulher tirou os óculos e fita-a. Aqueles olhos negros revelavam todos os segredos do universo a quem quisesse fita-los. Lilith assim o fez. E caiu no feitiço daquela mulher enigmática. Apartir daquele dia, nunca mais se esqueceu daqueles olhos, daquele rosto, daquele sorriso. Apartir daquele dia, nunca mais deixou de sentir uma urgência, uma necessidade de procurar-la, de correr para ela. "Estou a deixar que esta coisa tome controlo da minha vida. Não!" Mas não há forma de negar, Lilith sentia-se atraída por uma mulher. Apesar de ter um bom namorado, carinhoso e apaixonado, aquela mulher teve o poder de alterar por completo o seu mundo normal.

Continua........

sábado, 5 de Julho de 2008

Para que preocupar-se?

A vida é muito simples: nascer, sobreviver e morrer. É a existência humana que complica tudo, é um dado adquirido. Mas para que continuar preocupar-se com certas coisas? Eu já devia saber, quem quiser meter-se em alhadas que se desenvencilhe sozinho, mais nada; eu não devia preocupar-me com certas atitudes que surgem à minha frente e nem dar-me ao luxo de querer ajudar a quem quer ferrar-se de livre vontade. A nossa existência é feita de quedas, isso é óbvio, mas não exageremos, há certas quedas que são desnecessárias. Mas quero lá saber, porque há quem goste de ser masoquista; então que seja, ponto final. Mas eu fico de fora, burrice não é comigo.

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Para alguem especial

Funerella.com - Creepy pictures, gothic death, dark layouts

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Uma imagem especial para uma pessoa especial. Ola maninha.

sábado, 19 de Abril de 2008

Minhas Irmas


As minhas irmãs, não de sangue mas de alma. Cada uma com a sua cruz para carregar mas sempre presente para ajudar, quando precisarmos. Abençoadas sejam.